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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sintomas do tédio - Refletindo sobre a vida.

No meu quarto, sem nada de importante a fazer, começo a pensar na minha vida. Mas o que a vida senão um conjunto de obras, fatos, evoluções, crescimento, sentimentos de um ser?Ou simplesmente o que se encontra em livros de Biologia "O ser humano nasce, cresce envelhece, morre e isso é uma vida". Assim parece simples e rápido. Os fatos, as experiências, os sentimentos, crescimentos, evoluções podem se transformar em inspirações que pode nos levar a criar uma obra. Pensando dessa última forma, é muito mais importante viver. Tudo pode levar à alguma coisa. Mas a vida em si leva a um quê? Levamos a vida, mas não sabemos aonde ela vai nos levar. Morte? E depois? O fim da vida é a morte, trágico. Podemos acreditar que não seja apenas um fim, porém, um recomeço noutro lugar cujas coordenadas não foram dadas. A vida poderia ser um joguinho que jogamos no computador, ou no videogame, que se não conseguirmos passar de fase, analisamos onde erramos e apertamos "Restart" para tentar tudo novamente visando não cometer o mesmo erro que nos levou a "morte". Um dia me disseram que 'a vida não é uma peça teatral em que os atores tem as suas falas e já sabem exatamente o que fazer, a vida, ao contrário disso tudo, é uma grande bagunça’. Podemos fazer a mesma coisa, só que de formas diferentes, e a cada forma diferente existe as experiência que adquirimos que por sua vez são igualmente diferentes. Para não vivermos flutuando nessa bagunça estabelecemos um objetivo. No mundo existem muitos caminhos para se dirigir a vida, é preciso estabelecer um objetivo e seguir ao alcance de realizá-lo. Mas até chegarmos nesse objetivo, existe nas entrelinhas do tempo fatores que pode nos levar ao desvio do foco. A conduta ociosa, verbalizar-se inferior, ruim, imprestável, afastar-se das pessoas, isso tudo vai abrindo buracos dentro de se e aos poucos, muitas das vezes imperceptivelmente, vamos indo cada vez mais ao fundo. Vamos nos perdendo, perdemos na memória aquilo que gostamos, perdemos o nosso Eu. Quando isso ocorre o primeiro ponto positivo é se conscientizar de se perdeu. E nunca optar por aceitar a situação, distraindo a mente com televisão, entrando em grupos que você considera semelhante ao que você está vivendo, assim perdemos a chance de voltar a ser o que éramos e recuperar o foco, nossos objetivos, e, diga-se de passagem, recuperar o Eu depois que a mente e o corpo se acomodou com a aceitação de que a situação é muito difícil. Mas sim, logicamente, fazer a pergunta: Como posso me encontrar? Parece não ser uma grande ajuda, mas uma reflexão sobre os seus atos é uma boa saída, realizar leituras sobre filosofia, psicologia, ouvir outras pessoas, música, teatro, ter alguém para comentar sobre suas dificuldades, e para fixar mais na mente se possível fazer um breve relato escrito sobre suas conclusões. Falo isso porque esse é o meu método de me encontrar. Cada pessoa deve descobrir o seu método. Falo tudo isso porque estar bem consigo mesmo é fundamental para conseguir realizar seus sonhos. Tem uma frase do Paulo Leminski que diz: Ai daqueles que não morderam o sonho e cuja loucura nem a morte os redimirão. A vida em si já é algo tão que existe, mas tão sem explicação pra sua existência que o melhor a se fazer é vivê-la da melhor forma possível. E é isso que estou tentando fazer...

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